O que parece impossível sempre desperta uma vontade maior de alcançar. Todos os sonhos utópicos são mais gostosos de sonhar. Não tem jeito, estamos sempre em busca de alguma coisa distante da nossa realidade. Essa ganancia seria o combustível perfeito para guiar uma geração. Sempre desejar mais e correr atrás para concretizar tudo que desejamos. Aprender mais, viver mais, amar mais. Porém, o que acontece na realidade, é que esses sonhos acabam se transformando em desilusão em nossas vidas antes mesmo de chegar a hora certa para serem realizados.
Nós vivemos em meio a um turbilhão de informações e coisas acontecendo a todo momento. Vivemos a internet mesmo quando não estamos em frente ao computador. E os nossos desejos acabam entrando nesse ritimo. Eles vão mudando na velocidade com que um "hit da internet"se torna antigo. Quando conseguimos algo que antes era prioridade e parecida tão impossível de alcançar, já não achamos mais tanta graça naquilo. E quando o assunto é amor, as coisas pioram ainda mais. Aquele menino que sempre te ignora está sempre no topo da sua "lista dos desejados", já aquele que te da valor e te procura acabando sem passando perto da sua listinha. Eu sei bem o que vem fácil não tem graça, mas estamos vivendo uma época que até o que é MUITO difícil não tem graça também. Desejamos o impossível talvez porque não temos certeza do que queremos. Porque se o impossível não se tornar possível durante o caminho, você não precisa admitir que fez uma escolha errada, você simplesmente aceita que não conseguiu. Nós desejamos e ponto final. Não aproveitamos o que está em nossa volta no momento. Queremos um romance de filme, mas tem que ser com aquele menino que não te quer. Queremos um sapato novo, mas tem que ser o que não podemos comprar. Queremos viver, mas tem que ser como um réi, no alge dos nossos 20 e poucos anos. Queremos mais encontros com os velhos amigos nos finais de semana, mas se eles não podem quando você está livre, que fique para uma outra hora. Queremos, queremos e queremos de mais e nos final das contas não vivemos nada do que queremos tanto. Ou se vivemos, não damos valor. Tipo uma criança mimada, se não tem o que quer na hora, faz uma birra daquelas e já esquece.
E assim vamos trocando os bons momentos por desilusões e frustrações. Continuamos a desejar tudo que não temos, até chegar o momento no qual vamos desejar voltar no tempo para poder aproveitar direito o que estamos tendo agora.
Eita geraçãozinha filha da puta a nossa.